Mobilização Neural

No contexto da terapia, a mobilização neural tem experimentado um grande desenvolvimento, particularmente nos últimos 35 anos, desde que Gregory Grieve, Dr. Alf Breig, Geoffrey Maitland, Robert Elvey e David Butler publicaram seus trabalhos. Tal conhecimento da função mecânica do sistema nervoso foi desenvolvido ao ponto de o conhecimento em neurodinâmica tornar-se uma necessidade para terapeutas que lidam

com a dor e com o sistema músculo-esquelético.

A Mobilização Neural procura restaurar o movimento e elasticidade ao sistema nervoso, o que promove o retorno as suas funções normais. Portanto, a técnica parte do princípio que se houver um comprometimento da mecânica/fisiologia do sistema nervoso (movimento, elasticidade, condução, fluxo axoplasmático) isso pode resultar em outras disfunções no próprio SN ou em estruturas músculo-esqueléticas que recebem sua inervação.

O restabelecimento de sua biomecânica/fisiologia (neurodinâmica) adequada através do movimento e/ou tensão permite recuperar a função normal do SN assim como das estruturas comprometidas. Esse restabelecimento se dá através de movimentos oscilatórios e/ou brevemente mantidos direcionados aos nervos periféricos e/ou medula.

Indicações

A Mobilização Neural se aplica a todas as condições que apresentam um comprometimento mecânico/fisiológico do sistema nervoso. Para se verificar a presença desse comprometimento, uma avaliação específica deve ser realizada. Encontramos esse comprometimento em muitas disfunções comumente vistas na prática (e freqüentemente mal diagnosticadas), como:

  • Neuropatias compressivas dos membros superiores ou inferiores, como túnel do carpo, radiculopatias, síndrome da saída torácica, compressões do nervo isquiático, meralgia parestésica.
  • LER/DORT
  • Síndrome da Dor Complexa Regional (Distrofia Simpático Reflexa)
  • Neuropraxias pós-cirúrgica
  • Outras condições como síndrome do chicote, epicondilite, De Quervain, fasciite plantar, ombro congelado, distensão em isquiotibiais.